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Como criar um manual de segurança do condomínio

O manual de segurança do condomínio é um documento que estabelece normas e rotinas. Elas devem ser seguidas por moradores e funcionários com o objetivo de evitar a ação de criminosos. Fugir da violência é o motivo pelo qual muitas pessoas optam por morar em apartamentos. No entanto, nem todas se dão conta de que, para que as medidas de prevenção tenha eficácia, é preciso que haja não só tecnologia e funcionários trabalhando na vigilância, mas, principalmente, que as regras e os protocolos sejam rigorosamente cumpridos.

Ter um documento como o manual de segurança do condomínio é importante porque torna claro para todos o que deve ser feito em cada situação. O síndico, que deve zelar pelo cumprimento das regras, está embasado pelo que foi estabelecido previamente. Da mesma forma, os moradores podem auxiliar e cobrar uns aos outros em prol do objetivo comum de garantir que todos estejam seguros.

Passos fundamentais para a criação do manual de segurança do condomínio

Criar um manual de segurança do condomínio não pode ser uma atitude unilateral, ou seja, o síndico ou um grupo de pessoas não podem definir as regras sozinhos. Também não é possível simplesmente copiar o documento de um outro local. Afinal, cada condomínio possui suas particularidades, pontos fortes e fracos, e necessidades específicas que devem ser colocadas em pauta. Sendo assim, veja alguns passos fundamentais antes da criação do manual de segurança do condomínio:

Mapeamento dos recursos e fragilidades

Antes mesmo de levar o assunto para a discussão de todos, é interessante que os responsáveis pelo condomínio preparem uma pauta de reunião exclusiva para o assunto “segurança”. Nesse caso, os recursos podem ser divididos em:

  • Materiais — grades, câmeras, portões, alarmes, sistemas de monitoramento, sensores etc;
  • Humanos — gestores e funcionários capacitados com frequência;
  • Rotinas — acordos que orientam sobre como fechar grades quando levar o lixo para fora, abertura do portão para entregadores ou prestadores de serviço , cuidados na entrada da garagem, etc.

Nesse ponto, é fundamental colocar no papel o que o condomínio dispõe atualmente em relação a segurança e o que pode ser melhorado. A pessoa ou o grupo responsável pela elaboração do manual de segurança do condomínio podem reunir informações como:

  • Quais são os equipamentos tecnológicos existentes?
  • O nível de capacitação dos funcionários para operar esses recursos?
  • Existem pontos cegos ou brechas na segurança do condomínio?
  • As rotinas do condomínio estão expostas perigosamente e podem ser facilmente identificadas por bandidos?

Discussão em assembleia

Com as respostas para as perguntas anterior — e outras que possam surgir — é possível ter um ponto de partida para melhorias. Se não há câmeras, por exemplo, o síndico pode levar para assembleia a proposta com alguns orçamentos, fornecedores, formas de uso, etc.

A contratação ou o treinamento de um funcionário são fundamentais. Afinal, simplesmente ter alguém cuidando da portaria pode não ser o bastante. Pelo contrário, por estar totalmente ciente sobre tudo que ocorre na rotina, quando mal treinada, essa pessoa pode ser o alvo principal do bandido para compreender o que acontece e agir com maior eficácia. Uma excelente alternativa seria a instalação de uma portaria remota que tira o funcionário do local e aumenta a segurança do prédio.

As rotinas também deve ser discutidas: entrada e saída de moradores e visitantes, abertura do portão para alguém que está entrando, realização de atividades sempre no mesmo horário, etc.

Manual de segurança do condomínio: 5 aspectos para levar em conta

Após a primeira discussão em assembleia, é hora de começar a criação do manual de segurança do condomínio propriamente dito. Ele deve ser distribuído de forma física ou online, e todos os moradores devem ter acesso ao documento. Além disso, vale registrá-lo no regimento interno do condomínio. Veja 5 aspectos que necessariamente precisam estar contemplados:

1. Tecnologia

Descreva todos os recursos tecnológicos, como eles funcionam, qual sua finalidade e o que fazer caso sejam identificadas variações no funcionamento. Isso é importante para que todos compreendam a função dos equipamentos e saibam agir em casos de emergência como incêndios, por exemplo.

2. Barreiras físicas

Muros, grades e telas de proteção devem seguir um padrão. Essa referência precisa estar descrita no manual de segurança do condomínio para que não só os moradores atuais possam adequar-se, mas também para que os novos residentes estejam cientes.

3. Funcionários

Devem ser bem treinados e adaptados para seguir as normas. Precisam ter autonomia e autoridade para não permitirem desvios do padrão. O que mais acontece é que, por se sentirem subordinados aos condôminos, acabam sendo permissivos e ultrapassando algumas regras, sem perceber que isso fragiliza totalmente o sistema de segurança.

4. Moradores

São os principais interessados na eficiência do sistema. Por isso, devem estar totalmente cientes do que foi acordado e precisam cumprir as determinações à risca. Um manual de segurança do condomínio não está completo sem a colaboração dos moradores.

5. Códigos e condutas

São próprios de cada local e devem ser desenhados em conjunto, pois não permitem exceções. Se for estabelecido que nenhum visitante pode subir sem a autorização prévia, por exemplo, essa regra não pode ser violada.

É interessante combinar entre os moradores alguns sinais de que algo está errado. Assim, um pode ajudar o outro em momentos de ocorrências como roubo, assalto ou sequestro. Conhecer bem os vizinhos também é uma medida de segurança. A solidariedade nesses casos pode fazer a diferença.

Com essas dicas, você pode começar a planejar o manual de segurança do seu condomínio e traçar planos para o futuro. Lembre-se: se não há recursos para realizar todas as medidas agora, planeje-as para o curto, médio e longo prazo, mas não deixe de executá-las.

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